um comercial ficar no armário por 15 meses é possível

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você já deve ter visto o último comercial da Coca-Cola Zero (se não viu, pode ver aí em cima mesmo), com o urso fazendo um rap falando da Coca Zero e de coisas tão absurdas e impossíveis de acontecerem quanto um refrigerante sem açúcar com o sabor da Coca-Cola (a propósito, costumo tomar Coca normal, mas quando tomo Coca Zero realmente não sinto nenhuma diferença entre elas).

acontece que esse comercial foi produzido há mais de um ano (15 meses, para ser mais exato) pela produtora Buck para a agência Wieden+Kennedy (uma das agências responsáveis pela criação global da Coca-Cola), mas nunca viu a luz do dia. até passar aqui no Brasil, onde foi adaptado pela JWT. e o filme original é bem diferente do que passa por aqui. enquanto a versão da JWT BR é um rap, a original é uma ópera rock, fora que tem um minuto, enquanto que aqui só teve a versão de 30s. pra quem ficou curioso pra ver o que mais que tem no filme que ficou no armário, ele está aqui (ou no link um pouco mais pra cima, caso não tenha reparado).

[via Motionographer]

este é o SportsCenter.

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a partir de segunda, essa vai ser a cara do SportsCenter nos EUA, e daqui a alguns meses (ou anos), no resto do mundo. a abertura exata não vai ser exatamente assim, essa é só a montagem de algumas das vinhetas usadas no programa (incluíndo a abertura), mas dá pra ter uma ideia.  (update pós-estreia: na verdade essa é mais uma amostra da abertura, e dá pra ter uma ideia das outras vinhetas [intervalo, aquelas no meio de programa e tudo mais] a partir da abertura.)
as vinhetas novas foram produzidas pela Troika, também responsável pelas vinhetas antigas.
quer ver tudo? eu também. e dá pra ver a edição americana do SportsCenter aqui no Brasil: a edição das 11 da noite (horário do leste – Nova York, Boston, Philadelphia, Miami...) passa de manhã na ESPN daqui (nos EUA, o SportsCenter tem várias edições por dia). a última edição com as atuais vinhetas passa segunda às 8 da manhã (edição de domingo por lá), e a primeira com as novas, terça, mesma hora (edição de segunda).

update pós-estreia: a edição que passou aqui não foi a das 11 da noite do leste (8 da noite pelo horário do Pacífico – Los Angeles, San Francisco, Seattle...), mas a edição da 1 da manhã no leste (10 da noite no Pacífico), que desde ontem passou a vir de Los Angeles (as outras edições continuam vindo da sede da ESPN, em Bristol, Connecticut). será que essa vai passar a ser a edição padrão que a ESPN passa no Brasil? é esperar pra ver.

Macs, PCs, comerciais, a economia e uma ruiva

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(nota: este post – assim como quase todos os posts do não-iogurte – é escrito no Windows Live Writer em um PC rodando Windows XP)

tudo começou como simplesmente parte da campanha "I'm a PC" da Microsoft (assinada pela Crispin Porter + Bogusky), mostrando Lauren, uma ruiva (supostamente) aleatória (supostamente) vinda de um grupo focal da Microsoft aceitando o desafio deles: tentar encontrar o notebook que ela quer por um preço "X": nesse caso, um com tela de 17 polegadas por menos de mil dólares. se encontrar, é dela.

<a href="http://video.msn.com/?mkt=en-US&playlist=videoByUuids:uuids:0bb6a07c-c829-4562-8375-49e6693810c7&showPlaylist=true&from=shared" target="_new" title="Laptop Hunters $1000 – Lauren Gets an HP Pavilion">Video: Laptop Hunters $1000 – Lauren Gets an HP Pavilion</a>

qual foi a primeira loja? uma loja da Apple. tinha um notebook de 17 polegadas por menos de US$1000? não, só um MacBook branco (o de plástico) com tela de 13 polegadas. ela disser "não ser cool o suficiente para ter um Mac" (apesar dela ter um New Beetle). e qual computador ela levou? um PC (dãã) de US$700, mais precisamente um HP Pavilion com processador AMD Turion X2 (e, obviamente, tela de 17).
o comercial foi eficaz? com certeza. não apenas por ser tempo de crise econômica mundial e todo mundo querer economizar (principalmente nos EUA, o olho desse furacão todo), mas também reacendeu o debate "Macs são caros?" na comunidade tech online e gerando uma nova guerra fanboys de Mac x fanboys de PC x todos os outros, seja por recursos, seja por preço, seja por design, seja por preço, seja por mais recursos, seja por preço, seja por preço, seja por... já falei de preço? (afinal, como diz a Ricardo Eletro, "preço é tudo" – por isso o slogan lá na imagem)
tá certo, eu compraria um Mac (um MacBook Pro, se possível), mesmo custando uma facada (no Brasil, onde a carga tributária fode todo mundo, mais ainda), mas alguns PCs equivalentes custam tanto quanto (ou até mais). a Dell acaba de lançar no Brasil o Adamo, seu notebook ultrafino, que sai por R$9000-R$11300 (!!!), enquanto que o MacBook Air sai por R$7500-10000 (ainda assim, !!!). [MacMagazine] (outro comparativo, dessa vez entre o MacBook Pro de 17 polegadas e PCs equivalentes, e no contexto do mercado americano, está disponível aqui)
além disso, a ruiva do comercial (a propósito, eu gosto de ruivas, e esperem alguns posts relacionados a isso mais pra frente) é uma atriz (mas tudo bem, Justin "Mac" Long e John "PC" Hodgman também são), o nome dela realmente é Lauren (Lauren DeLong, pra ser mais exato), não se sabe exatamente se ela realmente veio de um grupo focal (por isso os "supostamente" lá em cima), recebeu uma oferta de um cara que aceitar dar para ela o seu PowerBook G4 de 17 polegadas (isso mesmo, DAR!), mas ela assinou um acordo de confidencialidade impedindo ela de falar sobre o comercial, ou mesmo sua experiência com o HP, quanto mais aceitar o PowerBook do cara.
Macs são caros? com certeza. muitos PCs bons também. mas quando todo mundo quer economizar, vai pro mais barato (não é sem motivo que computadores da Positivo vendem tanto), mesmo querendo algo um pouco melhor. mas para a turma do "there's no such thing as bad publicity", a Microsoft conseguiu aparecer. e muito.

[Gizmodo (2), MacMagazine]

quando o seu iPod shuffle se volta contra você

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tá bom, eu já nem queria escrever o meu 3º post seguido sobre a Apple, mas mesmo assim, o Upright Citizens Brigade Theatre, um grupo/teatro de comédia de NY, fez um vídeo com um dos editores do Gizmodo (a propósito, Giz US >>>> Giz BR) mostrando o que acontece quando um iPod shuffle (que eu continuo não gostando) e o seu recurso VoiceOver se voltam contra o seu gosto musical (com um final surpreendente!!!).

[UCBComedy via Gizmodo]

iPhone com copiar-e-colar: por que demorou tanto?

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ontem a Apple anunciou a versão 3.0 do iPhone OS (o sistema operacional dos iPhones e iPod touches), que além de recursos como microtransações (poder comprar funções ou conteúdos direto do aplicativo), GPS curva-a-curva (via aplicativos de terceiros) e gravador de voz, tem recursos que já são velhos conhecidos de outros celulares: MMS (a.k.a. foto torpedo) e recortar-copiar-e-colar. esses são dois dos recursos que todo mundo tem reclamado desde que o primeiro iPhone saiu. pra mim, MMS não tem muita importância, mas copiar-e-colar é importante pra todo mundo. e por que a Apple demorou tanto para perceber isso? seria a concorrência do Palm Pre, do Windows Mobile, do BlackBerry e do Android? seria a reação dos blogs e do pessoal que comenta neles? ou será que demorou muito pra desenvolverem esse sistema de recortar-copiar-e-colar?

p.s.: melhor começar a fazer posts falando sobre outra coisa, antes que isso vire um blog sobre a Apple.

o pior iPod de todos

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como alguns de vocês já sabem, sou um fanboy assumido da Apple. (já tive um Mac – um iMac G3 tubão verde ainda rodando OS 9 – compraria outro Mac, e definitivamente compraria um iPod ou iPhone) mas isso não quer dizer que acho qualquer produto da Apple a oitava maravilha do mundo. o recém lançado iPod shuffle de 3ª geração é um exemplo dessas cagadas. claro, ele tem o recurso VoiceOver, que fala os nomes das músicas, dos artistas e das playlists (em vários idiomas, inclusive português – de Portugal, mas já é alguma coisa), uma mão na roda para um tocador de MP3 sem tela. e ele é menor que o anterior, só não sei se isso é bom ou ruim, além de não ter aquela "cara de iPod" (não parece um pen drive chique?) – claro, o iPod touch e o iPhone também não, mas conseguem ser tão característicos quanto o iPod original. além disso, tem a ausência de cores além de preto e prata (posso sobreviver sem isso, mas não faz mal um tocador colorido). mas a gota d'água é a ausência de controles no próprio iPod, os controles ficam no fone de ouvido, que nem no fone in-ear com controle e microfone. eu sobrevivo com os fones da Apple, mas muita gente prefere outros fones, por terem isolamento acústico, por terem qualidade melhor ou simplesmente por não gostarem dos característicos fones brancos da Apple.
mesmo assim isso me incomoda. vai que eu perca os fones do iPod (não que eu queira que isso aconteça) ou simplesmente prefira usar outro fone. não vou ter controle nenhum, nem mesmo de volume. esse é o iPod que eu definitivamente não compraria.

p.s.: o Gizmodo disse que a Apple vai lançar um adaptador para outros fones, mas isso não vai deixar de ser um custo a mais (ainda mais aqui no Brasil, onde, cortesia da nossa maravilhosa política tributária, isso sairia uma facada total), além de não deixar de ser um EPIC FAIL.

suco de erro

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Tropicana, para quem não sabe, é a marca líder no mercado de suco de laranja dos EUA. a sua dona, a PepsiCo, decidiu mexer nas embalagens de vários dos seus produtos: Pepsi, Sierra Mist (a Sprite da PepsiCo), Mountain Mtn Dew, Gatorade e também Tropicana. todas essas mudanças ficaram na mão do Arnell Group.
todas essas mudanças causaram uma certa polêmica na comunidade designer (em especial a da Pepsi), mas uma que foi uma quase unanimidade (não apenas entre designers, mas também consumidores) foi a Tropicana. alguns sentiam falta do ícone do canudo enfiado na laranja, outros diziam que tinha muito "cara de marca própria de supermercado", e eu, pessoalmente, prefiro a laranja com o canudinho, mesmo com um ou outro elemento da embalagem bom (como a tampinha-laranja), mas o conjunto... além disso, entre as variedades de suco (sem polpa, médio teor de polpa, alto teor de polpa, enriquecido, suco de grapefruit amarelo, de grapefruit vermelho, de laranja com tangerina, de laranja com abacaxi...) ficou mais difícil diferenciar uma da outra. diante de tantas reclamações, por e-mail, telefone, Twitter, blogs e até mesmo, acredite, CARTAS!, a Pepsi não teve outra escolha a não ser voltar com as embalagens antigas.
Peter Arnell (presidente e diretor de criação do Arnell Group) disse que estava "incrivelmente supreso pelas reações", mas, para a alegria da turma do "there's no such thing as bad publicity" ("não existe marketing negativo"), disse "estou feliz que Tropicana esteja recebendo esse tipo de atenção". indeed.

[NYT via The Dieline]